Podolatria


O pronunciado interesse fetichista nos pés recebe o nome de podolatria (podo, do grego podos: pés + latria, do grego latreuo: adorar).

São atos comuns que levam o podólatra a ter excitação e prazer sexual: ver, tocar, lamber, cheirar, beijar ou massagear os pés de outra pessoa, entre muitos outros. 


O fetichista responde ao pé de uma maneira similar à que outros indivíduos respondem a nádegas ou seios. Mas é de notar que, no caso do podólatra, esse desejo direcionado para uma parte específica do corpo adquire o caráter pronunciado de uma fixação. 
O fetiche que se concentra nos pés varia enormemente e pode ser altamente especializado. Assim, um fetichista pode ser estimulado por elementos que outro considera repulsivos. Alguns podólatras preferem somente as solas, ou pés com arcos pronunciados, outros, de dedos longos, unhas longas, alguns preferem pés descalços, outros, pés calçados em certos tipos de calçados ou meias, alguns preferem pés muito bem cuidados, etc. 
Outras práticas sexuais como o sadomasoquismo frequentemente acompanham a atração por pés. Um traço que permite distinguir o podólatra, no entanto, na comparação com o sadomasoquista submisso, é o fato de que o pé, para aquele, reveste-se de um valor estético, que por si só o excita. Há um profundo e ao mesmo tempo evidente potencial de significação sadomasoquista relacionado aos pés. Mas as fantasias que aproveitam esse potencial surgem a partir de uma excitação espontânea que os pés desencadeiam. Os pés não servem de mero instrumento para realização de fantasias de submissão, como acontece nos casos de sadomasoquismo típico. Eles, por si mesmos, desencadeiam a cobiça e o processo de desejo, que passa a orbitar em torno deles. O sadomaquismo encontra-se presente em segundo plano, provavelmente na origem da formação do desejo podólatra, numa etapa anterior. 
-- Wikipédia

Vertentes
"Na internet, a mítica podólatra ascende simultaneamente a seus níveis mais sublimes e aos subterrâneos mais sórdidos, dependendo do ponto de vista. Galerias de fotos acessíveis gratuitamente nos sites e via mail nos clubes eletrônicos dão um bom panorama das variantes. A saber: a variante estética, que limita-se à apreciação da beleza e das curvas dos pés, ou à fixação na promessa de nudez representada pela carne à mostra em sandálias e tamancos. A vertente tátil, onde o que vale é o contato do corpo, das mãos, do rosto, da boca e da língua com tão singular universo epidérmico. A químico-odorífica, complexa arte da degustação olfativa..." 
-- Arnaldo Bloch: Pés femininos: decifrar, devorar, adorar...

Ver também:
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